Arquivo da época de agosto, 2008
Dois mil e sete passou rápido!
(Nós, provavelmente em 2007, no Carneiros e Picanhas, comendo um French Rack de Cordeiro)
O último post do nosso blogue do myspace continha apenas algumas notas (sim, ainda somos meio jecas avessos a tecnologia), e dizia sobre as promessas para o ano de 2007 após o carnaval… Pois é, o ano passou e cá estamos no meio de 2008, que nesse último texto ainda era o longínquo e incerto ‘ano que vem”. A gilbertada sempre deu um passo de cada vez, respeitando nossos próprios limites, mas nunca deixando de sonhar bem alto. E foi sonhando nas mesas do restaurante que tem carne de carneiro lá na quadra do estúdio aonde ensaiamos, e em outro botecos (sim somos notívagos) que ficávamos movendo devaneios a sete mentes, sempre nas premissas cômicas (porém com um fundo de verdade) que venderíamos mais que o Pantera e encheríamos o Pistão Sul mais que Calypso, Em meio a isso tudo nos agoniamos e nos tranqüilizamos, achamos métodos de ensaio e trabalho para executá-los e perdê-los logo após, brigamos e fizemos a s pazes.
Coisa de amigos.
Coisa de irmãos
O primeiro semestre de 2007 se seguiu com a mudança do André, nosso maestro sonoro e visual mor, pra São Paulo, e a entrada da Camila pra assumir a vaga das quatro cordas graves na banda. Foi uma adaptação rápida e, apenas dois shows depois, já parecia que a Camis tinha sido uma Gilberta a vida inteira. Sem contar que ela trouxe ainda mais cor pra banda! E um toque feminino lindo para a machaiada fedorenta!
Pelejando para arranjarmos lugar para tocar, nos apresentamos algumas vezes na Universidade de Brasília e em algumas festas em casas noturnas da cidade até que no fim do ano fomos selecionados para tocar no Festival de Música Universitária, concorrendo a um prêmio esplendoroso da produção, gravação e lançamento de um CD. Desse festival participaram excelentes bandas do cenário brasiliense. Passamos na primeira fase com nossos irmãos de estúdio da banda Terra Prometida e fomos pra final.
Nesse meio tempo (tudo aconteceu em dois dias) tocamos mais uma vez no Bar Blackout e rumamos humildes e preparados para a apresentação na grande final. E foi na noite do dia dois de dezembro (com um triste entardecer no qual o Esporte Clube Corinthians Paulista foi rebaixado para a Segunda divisão do Campeonato Brasileiro) que após uma ocasião digna dos melhores filmes juvenis da sessão da tarde que vencemos o festival, ganhando a possibilidade de gravar um cd, e assistimos comovidos ao show do único artista (e agora padrinho) que é referencia forte dos oito Gilbertos: Tom Zé!
Tocamos no Rayuela Bistrô na segunda quinzena de dezembro e fomos aproveitar as festas de fim de ano para começarmos o processo de lapidação do que viria a ser o repertório do nosso tão sonhado disquinho…
Moisés Crivelaro,
Brasília – 20 de julho de 2008






